segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Estavam livres da perfeição, que só fazia estragos.

Era madrugada, fim de festa, minha visão já estava distorcida.
Me pediu para abraça-lo no desígnio que não consegui entender.
Uma sensação eufórica me veio, e ele parecia já estar sentindo o mesmo.
Veio uma, duas, três, quatro vezes! Se afastou. Acabou pra mim aqui, pensei.
Então me olhou, com um olhar de apetitez voraz, ávido.
Me atirou em seus braços sem que eu pudesse decidir entre sim e não.
Uniu-se leveza e rijo, meus olhos se fecharam.
Não consigo lembrar mais nada, só uma mordida delicada e no final,
um abraço forte no qual pude sentir até sua alma. E que sinto até hoje.
Depois, um adeus mudo. Que hoje se encontra esquecido, como aquela madrugada.

sábado, 28 de novembro de 2009

Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui. Agora.

O que não sabemos podemos sentir de alguma forma. Nem quero partir pra outra só quero sair dessa, e tão cedo voltar. Afastar-se um pouco quem sabe seria melhor, porém sei que quanto mais longe tento estar mais presente se faz em meus pensamentos, em mim. Aqui dentro. Mais é realmente errado sentir, quero dizer, se não é recíproco é por isso que vou me castigar? Que maneira mais estúpida de pensar. Ao contrário, é por isso que se encontra mais vivo, mais pleno. É só amor, o que há de mais? É preciso ter consigo aquele alguém se você já leva sem querer o que há de mais forte entre os dois (?) É tudo tão contrário. E daí que o que eu sinto tá quase real, eu não preciso do seu amor, só preciso de você. De vez em quando. Pra me estabilizar. Pra matar minha carência, meus desejos, minhas vontades. Minha saudade. É amor, não preciso de provas, nem de um sim, nem de um compromisso, nem de nada em troca. Não vou evitar esse sentimento, eu vivo dele, eu o respiro e transbordo.
"As coisas fatalmente erram, acham solução."

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Só uma palavra me devora.

Nenhum amor é eterno certo? Isso significa que se Shakespeare, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade não fizeram poemas com juras eternas, nem amores eternos, quem criou essa coisa de pra sempre foi a gente e é por isso que sempre damos com a cara na parede né?! Nenhum amor é eterno, mais você tem que aproveitar todos como se fossem, porque cada amor é único, cada amor é um, tem que ser vivido da forma mais intensa possível, todos os dias tem que ser guardados na memória, e as lembranças ruins devem ser apagadas, e se deve aprender com os erros. Quando esse amor acabar, chore, mostre que realmente valeu a pena tudo o que vocês passaram. Depois que as lágrimas secarem siga a sua vida, um sorriso no rosto, e abra seu coração para um novo amor. Para viver tudo novamente. Para aprender com os novos erros, aprender com o outro novamente, para fazer loucuras, para rir, chorar, se emocionar, e enfim amar. É disso que a vida é feita. Quando dizem que o importante é ser feliz e ter saúde e que o resto não importa, eu te pergunto: Tem como ser feliz se não estiver apaixonado?